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| Vagas animam indústria de concursos Mercado voltado à preparação dos candidatos cresce, e setor mais que dobrou de tamanho nos últimos 4 anos Marili Ribeiro O grande aumento no número de contratações no governo nas esferas municipal, estadual e federal teve um efeito direto na iniciativa privada. Na esteira dos concursos públicos surgiu uma "indústria de concursos" com números superlativos. Foram criados sites e serviços especializados em concursos, cursos preparatórios para a provas e editoras dedicadas a material didático. "Atualmente, existem mais de 86 concursos com inscrições abertas, que somam 233.215 vagas e salários que podem chegar a R$ 20 mil por mês", diz José Ricardo de Oliveira, diretor de Marketing & Projetos da Editora Jornal dos Concursos, resumindo o ambiente da disputa. A empresa, uma das pioneiras no segmento, foi fundada pelo pai de José Ricardo, há 29 anos. A própria expansão da editora, acelerada nos últimos quatro anos, é um retrato do impulso que a área de concursos públicos atingiu no governo Lula. "A circulação do Jornal dos Concursos, o nosso primeiro produto, pulou de 10 mil exemplares para 80 mil. Tínhamos oito jornalistas e hoje contamos com 18, fora os 50 profissionais de outras áreas. Somos agora uma empresa multimídia, com uma agência de notícias sobre concursos, cujo conteúdo vendemos para todo o Brasil. Nosso site, que, em 2004, registrava 300 mil acessos mensais, passou para mais de 2 milhões por mês este ano", diz José Ricardo. Em março, em São Paulo, será realizada a primeira feira do concurso, um evento que já ocorre no Rio há seis anos. SALÁRIOS Um dos maiores estímulos para a disposição diante da dura batalha para se conquistar uma vaga explica-se pelos reajustes dos salários nos últimos anos, melhores do que os do setor privado. "Salário, estabilidade, benefícios e aposentadoria quase vitalícia são os principais fatores que atraem os candidatos", considera Oliveira. "Fora que, em algumas categorias, os reajustes têm sido melhores do que os que o mercado oferece." A demanda crescente de interessados estimula a entrada no segmento de grandes grupos privados da área educacional voltados para a baixa renda. A Anhanguera Educacional, dona de faculdades e universidades a preços populares, comprou, no fim de 2008, por R$ 180 milhões, a rede de cursos LFG, para passar a atender o público dos concursos. TECNOLOGIA Em Curitiba, surgiu há dez anos uma empresa dedicada à produção de conteúdo didático para o setor educacional. A Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino (Iesde) mantém quatro estúdios e mais de 700 colaboradores, entre os quais professores das melhores universidades do País, para gravação de vídeos de aulas roteirizados com animação e gráficos com tecnologia em terceira dimensão (3D). "Enviamos material em qualquer formato, de pen drive, DVDs, MP4 ou livros eletrônicos a todo o Brasil", diz Bruno Branco, gerente de Marketing do Iesde. A demanda por material de concursos é tamanha que, em 2004, também foi criada a Associação Nacional de Apoio e Proteção aos Concursos (Anpac). No site da Iesde se encontra a informação de que as principais organizadoras de concursos movimentaram milhões por ano e o setor mais que dobrou de tamanho nos últimos quatro anos. O Estado de S.Paulo - 07/2 |
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| Criado em 22/02/2010. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
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